terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OPINIÃO: O Cenário do Rock Nacional, por Atillas Felipe Pires

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Para aqueles que são fãs de boa musica, de letras tocantes e verbos rasgadamente poéticos, podemos dizer sem sombra de duvida que nos encontramos em um limbo infinito de inutilidades no cenário musical atual.

Vivemos em uma era musical na qual a forma de se vestir e o cabelo disconectado, ao estilo “faço meninas toscas acéfalas gritarem”, tem dominado as rádios e programas da mídia, que também é inútil ao se render a esses falsos astros.

Há muito tempo fãs de grandes cantores e compositores como Renato Russo, Raulzito e Cazuza, vem se escondendo em suas casas com uma boa garrafa de vinho e um som antigo ouvindo seus cds, ainda de 20 faixas, tentando ignorar a merda crescente que temos fora de nossa segura e já antiga caixa de cds.

Mas qual a solução para essa decadência que só vem aumentando? Crianças que nem ao menos tiveram a oportunidade de ouvir musica boa, nascem com o conceito errado de musica, dado, é lógico, pela mídia. A mídia? Ah a mídia?? Apodera-se de crianças coloridas que pensam cantar algo, e os transforma em astros galácticos, apenas para explorar sua imagem e lucrar cada vez mais com isso!

Houve um tempo, talvez já esquecido na memória de alguns, onde ser um bom conhecedor de musica boa, de teatro e de cinema, era uma virtude que transformava pessoas normais em pessoas inteligentemente intelectuais, ser apreciador de arte, conhecer escritores e poetas era ser apropriadamente interessado em manter a mente em processo de evolução constante. Esse tempo se perdeu em algum lugar entre, o fim da década de 90, com a morte de Renato Russo e o hiato de outras boas bandas da época, e com o inicio do novo milênio com o aparecimento de bandas como C.PM 22, Detonautas, Nx Zero, Fresno..decadência que culminaria, como podemos ver atualmente, em bandas como Cine, Restart e afins.

É triste, talvez um tanto quanto preconceituoso, mas vocês que estão lendo esse texto, parem um pouco e pensem no abismo infinito que há entre Restart e Legião Urbana por exemplo. Assustador não é mesmo.

Crianças que inspiram-se na antiga série infantil, Telletunbes, não sei se é assim que se escreve, e não estou com saco de ir pesquisar no google para tirar a duvida, então, foda-se, o fato é que essa banda com instintos teletunbianos, vem sendo a representante do rock nacional, que virou Happy Rock, vergonhoso?

A nós, os renegados que ainda pensam em musica boa, resta afundarmo-nos em nossos Ipods banhados de musicas, não de toques de ringtone com letras burras e toques eletrônicos.

É triste mas esse é cenário do rock nacional, se é que podemos chamar esse parque de diversão de rock. Espero que os leitores desse blog, ajudem na divulgação retrô de bandas descentes.

Atillas Felipe Pires
08/02/2011

O CENÁRIO DO ROCK NACIONAL - 2ª Parte

Uma análise mais fática:

Músicas de festa: Eu não vou em festas onde as pessoas dançam então não conheço muito, mas só dá sertanejo universitário, forró universitário, funk universitário, restaurante universitário, o que eu realmente não sei o que significa. Os caras da banda são formados em “música para festa” e por isso se chama assim? Não sei. De qualquer forma, as bandas herdeiras de Calypso (sei lá como escreve essa merda) são torturas musicais e parece que todas suas músicas são iguais. E ainda tem aquelas músicas internacionais que alguém – que nem saber inglês sabe – inventa uma letra em português e põe em cima da melodia. Que porra é essa?! Processem essa gente, por favor!

Rock Brasileiro: Let’s face it, isso não existe hoje. O que existe de rock no Brasil hoje se conta nos dedos de uma só mão ou são poucas bandas que nasceram há mais de 10 anos e se reciclam até hoje. O que se tem hoje é o emocore e o tal do pessoal colorido. Esse pessoal se acha roqueiro sem entender que rock não é só uma guitarra, é uma atitude também. Tem a ver com crítica social, verdades sobre a vida jovem e irreverência (às vezes deboche mesmo). As letras dessas bandinhas, que eu saiba – se estiver errado me corrijam – falam sobre bobagens de adolescentes infantis (ou crianças que se acham adolescentes). Coisas sobre relacionamentos que nunca vão acontecer em um relacionamento de verdade. E esse é o palco dessas músicas sempre: um carinha e uma garotinha. SEMPRE! O que nos leva ao próximo tópico.

Letras: Música brasileira não tem letra mais. Fora o regionalismo, virou uma mesmisse nauseante que já não tem mais sentido nenhum, não acrescenta nada. TODAS AS MÚSICAS falam sobre um relacionamento que não deu certo, ou um relacionamento que talvez começe, ou coisas sobre dança como “rebolation tion” e É SÓ ISSO. Exemplo de frases que resumem todo o campo de assuntos tratados pelas músicas:
  • Meu amor, te amo, volta pra mim.
  • Não preciso de você, sou mais eu, consigo viver sozinho.
  • Você faz bem pra mim.
  • Você faz mal pra mim.
  • Vou chegar naquela gata e não quero levar fora.
  • Menina rebola, dança comigo, vai até o chão.
Outra coisa irritante nas músicas é essa pseudo-rebeldia que só é mostrada em relacionamentos. Sou mais eu, não preciso de você, você se acha bom demais, fico melhor sem você, você não manda em mim. O que nos leva a outro problema social: a dificuldade de se encontrar um relacionamento sério e sincero. Todos pensam demais em si mesmos quando um relacionamento na verdade tem a ver com abrir mão de seus gostos às vezes e fazer sacrifícios pelo outro.

Enfim, música brasileira atual FEDE. Como em tudo na vida, existem exceções, mas no geral é isso. Músicas que não dizem nada, sem sabor, que só servem pra mostrar, a partir do gosto músical do povo, a ignorância dele. Música no Brasil não é cultura, não enche a alma, não alimenta o cérebro, é só um monte de bosta fedorenta que mostra pro mundo o que é esse país. Por Splinter.


8 comentários:

  1. Cara concordo com vc, mas o rock perdeu sua essencia e rebeldia a muito tempo, as bandas antigas já não são mais as mesmas estão vivendo de regravações, a nova geração, essas bandas são muito comerciais a imagem vale mais que uma atitude, pq rock é atitude!
    Ainda prefiro ficar ouvindo as músicas de Raulzito,Cazuza, Legião, Barão, Biquini,RPM... mesmo q eu tenha q ouvir todo dia q essas musicas são do tempo não sei de quem, pois sei q por mais q elas tenham sido escritas a mais de 20 anos, elas continuam aí bem atuais!
    Viva o verdadeiro Rock q nunca morre!!!

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  2. E tipo, msm ke eles voltem hj, por exemploas algumas ke estao em atividade e outras como rpm ke esta voltando, nao tem como exigir deles os msm sucessos, energia, motivacao, enfim, pois os msm estao ficando velhos, apesar ke ao passar dos anos ganham sabedoria, mas, a propria banda nao tera o msm ritimos, todos mais desgastados, e esses mesmo desgastados de hj fazem mais sucesso ke esses emo ke dizem ke sao rock mas nao sao!

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  3. Muito obrigado pelos elogios pessoal, concordo com você Jú 1989, Rock é atitude, transcende o som e a letra. Hoje temos bandas de um pseudo pop, que intitulam-se como roqueiros, para angariar, jovens que querem ser rebeldes, mas que na verdade não conseguiram livrar-se do leite e pera ainda.

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  4. O autor da postagem está certo. E errado. Principalmente errado... O motivo é o seguinte: A era do mainstream está, de fato, deixando o mercado fonográfico mais decadênte. Mas, como em qualquer kugar, há a contra-cultura que, no caso, se trata do mercado independênte de música que abriga grandes conjuntos tais quais como: "Cidadão instigado", "Móveis Coloniais de Acajú", "Mombojó", "Macaco Bong" e, até, "O Teatro Mágico". Bandas que possuem o seu nível de qualidade. Os tempos, entretanto, mudaram. Não dá mais para se viver esperando que mídias controlativas como o rádio ditem o que seria interessante para que se consumisse, uma vez que essa farra se dá por conta de uma máfia generalizada dos meios de comunicação. E a era da internet nos dá o poder de correr atrás de mídias alternativas que, se o destino quiser, um dia serão a regra. Em outros países, bandas independentes como "The Strokes" possuem validez. Coisa que o nosso burro mercado não abraça, por considerar intelectual ou nonsense demais. Agora eu digo, caro autor, o que faz você pensar que o CENÁRIO musical esteja ruim? Isso é reflexo da sua ignorância. Falta de uso dos meios alternativos de comunicação mesclados com um supravalorizamento dos clássicos - coisa criada por resquíscios de mercado dessa mesma mída ditadorial. Há, entretanto, a capacidade de se argumentar que o MAINSTREAM, ou se preferir, o MERCADO musical esteja ruim. E não o cenário. Jamais. Basta deixar de ser preguiçoso, retrógrado e ir procurar.

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  5. Posso te afirmar, também, que Renato Russo acharia lamentável esse seu saudosismo.

    Abraços do @OProtagonista.

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  6. Não concordo, nem discordo. Muito pelo contrário! Rsrs.

    O assunto é mto extenso. Merece uma postagem nova.

    Em breve...

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  7. Caro amigo Lucas P. Delavour,

    Quando em meu texto, menciono que o cenário do Rock nacional esta em estilhaços, volto minha critica, única e exclusivamente a mídia, que alimenta esses barulhos sem sincronia e os transformam em sucesso. Seria utópico acreditar que todos, os que vislumbram esse cenário, iriam atrás de novas boas bandas na internet, a grande maioria das pessoas apenas se alimenta daquilo que lhes é entregue pela mídia.

    Encaro esse blog como um meio de não só divulgação, mas como também de critica, critico dessa forma, principalmente a mídia, apenas ela, o que não exclui de meu texto o fato de existirem bandas, que acredite meu amigo, estão as margens do cenário musical nacional, pois encontram-se em confins virtuais. Eu as conheço, você as conhece, mas e o povo? A grande massa que alimenta o mercado? Será que eles conhecem? Não estou sendo preconceituoso, apenas dizendo que o povo, em sua maioria, gosta e escuta, infelizmente, aquilo que lhe é imposto pela mídia.

    Seria ótimo que bandas como Teatro Mágico figurassem no cenário musical atual, mas infelizmente não figura! Isso é um fato. O não mudo minha palavras, o cenário musical esta porcamente povoado com bandinhas coloridas de quinta categoria. No passado, bandas grandes e boas, não precisavam de internet para serem vistas, eram mostradas pela mídia, essa mudança que toco em meu texto. Nada além disso.

    Ignorância? Meu amigo, não estamos aqui para discutir e sim para somar, não subestime a capacidade das pessoas de encontrar boas musicas na internet, não é só você que conhece o google, acredite. Apenas acredito que bandas que precisam ser encontradas, infelizmente, não estão no cenário musical. Minha opinião ofende suas idéias? Poste um texto e me critique, mas não use palavras pejorativas, dessa forma, esse espaço de nada servirá.

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  8. Também não suporto essa cacofonia que invade nossos ouvidos atualmente, mas infelizmente esse é o gosto de grande parte do país. Para não ficar remando contra a maré, mesmo porque não vai resolver em nada, o negócio é escutar o que você gosta e assim como eu, ignorar o resto. Só espero que essa seja apenas uma fase, e os jovens voltem a perceber quanto coisa realmente boa tem para se ouvir. O tema é muito controvertido, acho que teve gente que não entendeu o texto, o autor tentou mostrar como o Brasil está atualmente, e não como quem não é conivente com tudo que vê e escuta faz para fugir deste repertório lixo que todos cantam pelas ruas.

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