sábado, 30 de novembro de 2013

LUTO: Morre João Araújo, Produtor Musical, pai de Cazuza, no dia da estreia do show em holograma do filho.

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Um dos executivos mais importantes da indústria fonográfica brasileira, o produtor carioca João Araújo, 78, pai do cantor Cazuza, morreu às 6h30 da manhã deste sábado (30), em seu apartamento no Rio, vítima de ataque cardíaco, na data de estreia do show em holograma de seu filho, Agenor de Miranda Araújo Neto, o grande poeta do Rock Brasileiro e cantor, Cazuza.


NOTA: João Araújo, (Rio de Janeiro, 1936 - 30 de novembro de 2013), pai de Cazuza foi um empresário e produtor musical brasileiro. Fundou a gravadora das Organizações Globo, a Som Livre, tendo lançado nomes como Lulu Santos, sua esposa Lucinha Araújo e seu filho Cazuza. Foi representado por Reginaldo Faria no filme Cazuza - O Tempo não Pára (2004).





Araújo estava com a saúde fragilizada desde que sofreu uma queda há três semanas, em Angra dos Reis, na qual fraturou a cabeça do fêmur. Internado para uma cirurgia, teve um problema nos rins detectado pelos médicos e passou por hemodiálise.

Voltou para casa na última segunda-feira (25). "Há dois dias, fumou nove cigarros e tomou um uísque, já proibido pelos médicos. Ele já estava sentindo [que morreria]", disse o deputado federal Miro Teixeira (Pros RJ), um dos amigos que compareceram ao velório, que acontece nesta tarde no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio.
O enterro está marcado para as 17h, no mesmo jazigo em que está Cazuza.

Caçula de uma família pernambucana com seis filhos, João Alfredo Rangel de Araújo nasceu no Leblon em 2 de julho de 1936 e começou sua carreira na indústria musical aos 14 anos, como auxiliar de imprensa na Copacabana Discos, que tinha em seu elenco estrelas como Ângela Maria e Elizeth Cardoso.
Passou por diversas gravadoras, incluindo a Odeon e a Philips, na qual foi diretor artístico e ajudou a lançar artistas como Caetano Veloso, Gal Costa, Jorge Ben e Djavan.

Participou da criação da Som Livre, em 1969. Na gravadora ligada às Organizações Globo, que comandou por quase quatro décadas, lançou bem-sucedidas trilhas de novelas e lançou fenômenos de venda como Xuxa.


Sua história como empresário musical ficou em segundo plano a partir do sucesso de Cazuza (1958-1990), seu único filho, nascido do casamento de mais de cinco décadas com Lucinha Araújo. Temendo acusações de nepotismo e favorecimento, Araújo não quis ajudar o filho a princípio, mas foi convencido pelo produtor Guto Graça Melo e pelo jornalista Ezequiel Neves a lançar o disco de estreia do Barão Vermelho, em 1982.

A morte de Cazuza foi um baque do qual Araújo jamais se recuperou --evitava assistir a homenagens ao filho, como o musical teatral atualmente em cartaz.
Além de presidir a Som Livre, Araújo também foi eleito presidente de honra da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), em 2007 Ðmesmo ano em que recebeu o prêmio Grammy Latino por sua contribuição à indústria musical.

"A trajetória de João Araújo confunde-se com a história da música brasileira moderna e seus principais movimentos musicais das últimas décadas, desde a Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicalismo e a consolidação do pop rock brasileiro. Sua contribuição para o fortalecimento da indústria da música no Brasil é inestimável", disse Paulo Rosa, presidente da ABPD na ocasião.



DETALHES: Há cerca de duas semanas, João fez uma cirurgia na cabeça do fêmur, de uma das pernas, mas vinha se recuperando bem. O produtor se acidentou em Angra dos Reis, no Rio, e fraturou a cabeça do osso.


Lucinha Araújo ao lado do filho Cazuza e do marido, o produtor musical João Araújo  

Segundo a secretária de Lucinha Araújo, mulher do produtor, ele estava bem e Lucinha embarcaria para São Paulo, na manhã de hoje para acompanhar uma homenagem ao filho, Cazuza. "Estava com passagem comprada, hotel reservado, tudo certo. Pegou todo mundo de surpresa", afirmou Márcia, sobre a morte.

João e Lucinha estavam casados há 56 anos e só tiveram um filho, Cazuza, que morreu aos 32 anos em 1990, em decorrência do vírus HIV.

João foi um dos executivos da gravadora Som Livre, das Organizações Globo, durante 38 anos. O produtor laçou discos do Djavan, da Xuxa, Caetano Veloso, Lulu Santos, Gal Costa e foi convencido a deixar seu filho, Cazuza a cantar e gravar um disco com a banda Barão Vermelho na década dos anos 1980. No filme "Cazuza - O Tempo Não Para" (2004), João foi interpretado pelo ator Reginaldo Faria.

João foi eleito presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) em 2007, mesmo ano em que recebeu o prêmio Grammy Latino, um dos mais importantes na área musical. 


Além do cantor Cazuza, seu pai, João Araújo, também será homenageado nesta noite, em um show no Parque da Juventude, em São Paulo. Cazuza entrará em cena em forma de holograma, frente à 40 mil pessoas que são esperadas para o espetáculo com entrada gratuita. Serão 20 minutos de presença virtual, que poderá entrar no Guinness World Records de recorde mundial por tempo de atividade de um holograma no palco.
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